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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Você já vez sua revisão anual?


 

 
O Rio de Janeiro é uma cidade ensolarada, portanto estamos expostos ao sol diariamente por longos anos. O efeito acumulado da irradiação solar na pele estimula a alteração do DNA e multiplicação de células mal formadas.

Recomenda-se um exame dermatológico anual para verificar o aparecimento de novas lesões causadas pela exposição solar crônica. Neste exame o dermatologista verifica com a lupa e o dermatoscópio (uma espécie de microscópio superficial) as manchas suspeitas e indica a conduta que pode ser: uma observação periódica com um prazo menor, indicar uma biopsia, uma pomada quimioterápica, ou a remoção cirúrgica ou com laser de CO2.

Uma coisa é certa – quanto mais precoce o diagnóstico melhor e mais fácil será o tratamento.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Cuidados no Verão - Seus cabelos e pele merecem

Nutrição
O verão quente e especialmente seco que se inicia em indica que alguns cuidados são fundamentais para manter a saúde tanto dos cabelos como da pele. Embora sempre estejamos atentas (os) ao uso de hidratantes tópicos para os cabelos e a proteção solar para a pele, a atenção deve estar voltada também para alimentação e hidratação oral.
A ingesta de comidas leves com legumes e frutas principalmente aqueles com cor laranja ou amarelo (ex.: mamão, manga, cenoura e abobora) ajudam na manutenção da pele, dos cabelos, dos olhos e melhoram a imunidade pois contém os carotenoides betacaroteno e luteina no estado biodisponível para o nosso organismo, sem conservantes ou aditivos artificiais.  O betacaroteno e a luteína são antioxidantes que além de combater a formação dos radicais livres, auxilia a proteção da pele contra os raios ultravioleta e favorecem o bronzeado natural.
Proteção
A pele desprotegida favorece a atuação dos raios ultravioleta que atravessam as camadas mais superficiais da pele, promovem a formação de radicais livres e alterações do DNA das células quando a exposição é continuada ao longo dos anos. Os raios UV atuam na melanina, no DNA, RNA, proteína, aminoácido aromáticos tanto da pele, como dos olhos, provocando catarata e fotoconjuntivites. Desta forma, 80% do envelhecimento da pele é provocado pela exposição solar. Algumas pessoas, quando expostas desenvolvem câncer de pele. Uma das medidas de prevenção é o uso de chapéu de proteção solar (UV 50+) que dificulta através de sua trama quimicamente preparada a passagem dos raios UV, assim como lentes de óculos com proteção UV. O uso do chapéu promove a formação de uma boa sombra ao redor de toda a face e protege os cabelos do ressecamento e a descoloração provocadas pelo sol.


Hidratação tópica e sistêmica
A hidratação de pele e dos cabelos ideal é aquela realizada por dento e por fora. Quando suamos perdemos água e eletrólitos por isso, frutas como a banana e a laranja são boas para complementar estes microelementos perdidos com a sudorese e fornecem uma boa hidratação quando associados à pelo menos 2 litros de água por dia. Atualmente dispomos de hidratantes cutâneos que mimetizam o fator de hidratação natural, restaurando o filme hidratante que forma-se na superfície da pele e que é perdido com banhos prolongados, quentes com sabonetes muito desengordurantes.  A compensação da alta evaporação de líquido, associada a um maior numero de banhos pode ser realizada com o uso de um sabonete suave (menos desengordurante como os infantis e os sabonetes dermatológicos indicados para a pele seca) e a aplicação do hidratante que não seja oleoso ou perfumado (indicados para o inverno), mas loções de hidratação prolongada não oleosa.  O uso de produtos oleosos favorece o aparecimento de pústulas, tão comuns no verão tanto na face como nas diversas regiões do corpo, principalmente nas áreas de atrito.  As irritações da pele, pústulas (espinhas), coceiras são examinadas e tratadas pelo dermatologista – evitando-se assim a automedicação.
Os tratamentos dermatológicos indicados para o verão incluem hidratação da pele, limpeza de pele profunda, e uso de medicamentos para evitar o excesso de pigmentação principalmente da face. O tratamento de relaxamento das áreas de tensão da face pode ser mantido com o uso da toxina botulínica e dos sulcos com preenchimento com ácido hialuronico. Os tratamentos com laser e luz pulsada devem ser indicados  de acordo com o problema a ser tratado e do estilo de vida de cada um.



terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Filtro solar - mitos e insegurança

Os anos 1970 no Rio de Janeiro se caracterizaram pelo intenso culto ao corpo bronzeado, magro, pobre em músculos. O sol era o melhor amigo da mulher e as marquinhas das alças do biquini, sinal de estar frequentando a ociosidade da praia intensamente. Era bacana mudar a cor da pele mesmo que isto resultasse em queimaduras acidentais de primeiro e segundo graus, com  vermelhidão e bolhas. Remover a casca esturricada um troféu de um verão bem vivido e um prazer para ser degustado lentamente.
Ao final desta década e inicio dos anos 1980, apareceram os primeiros protetores solares, ainda tímidos, com fator de proteção, o famoso FPS em torno de 8 ou, máximo, 15. Agora sim! A busca pela cor idealizem descascar tornou-se uma arte - depois de cozinhar ao sol por preciosos minutos, aplicavasse o protetor de proteção suave pois afinal na Copacabana daquela época, ficar branco não estava nos planos da maioria. 
Os anos passaram, a cultura do bronzeado perfeito amainou, permitindo- se o livre arbítrio dos branqueais incuráveis. Os protetores evoluíram se tornaram mais abrangentes, protegendo também contra o ultravioleta A, vilão do câncer de pele ao lado do UVB.  A cultura de se medir a proteção pelo FPS continua e infelizmente, esta proteção refere-se apenas a DEM - dose eritematosa mínima  - ou seja, aumento a nossa capacidade de não ficar vermelhos por mais tempo devido a ação do UVB. 
A indústria da proteção solar avança a passos largos, mas não informam na bula ou nas propagandas que esta pretensa  proteção é limitada e não tão eficaz na prevenção do câncer de pele, pois afinal a melhor proteção  contra o câncer de pele decorrente do sol é não pegar tanto sol.